⭐⭐⭐⭐⭐ (5/5 – Explosões com cheiro de vitória e pólvora digital) Sinceramente é o BF que a franquia precisava pra levantar da cama depois de uns anos meio “dor na lombar”. A gameplay tá viciante — nada mais satisfatório do que dar aquele one tap de AWP num pobre coitado a 300 metros e ver o corpo voando como se tivesse esquecido de pagar o IPTU. Os gráficos estão tão bonitos que às vezes eu paro de atirar só pra apreciar o mapa (antes de ser atropelado por um tanque, claro). E o som das explosões? Mano... parece que o vizinho tá soltando rojão dentro da sua casa — cada destruição é um espetáculo digno de Michael Bay. O melhor de tudo é que o jogo supera as expectativas. Você entra achando que vai jogar “mais um BF”, e sai achando que precisa de fones novos porque o helicóptero passou rente demais. Battlefield 6 é tipo aquele ex que volta dizendo que mudou — e dessa vez realmente mudou.
OK, então chegou o grande momento, depois de anos sem um bom lançamento, finalmente parece que teremos um Battlefield decente novamente, certo? Infelizmente não. Entendo quem vir de outros FPS mais recentes (leia-se COD) e gostar desse jogo aqui. Os puristas da era BF 3 e 4 provavelmente não vão gostar; é um jogo mais dinâmico, corrido, o tempo para matar me parece muito baixo também. Positivamente, o registro dos tiros é bom e as opções de equipamentos adicionam novas possibilidades, aquele caos típico durante a jogatina está presente também. Os gráficos são bons e não tem aspecto datado, a jogabilidade é boa e intuitiva, adequada a um FPS, tem muitas possibilidades de modos de jogo e criação de experiências pela comunidade, em suma, há diversão. Mas ainda é um jogo muito incompleto. Os mapas enormes simplesmente não existem mais (com a exceção de Firestorm, um mapa lançado 15 ANOS atrás), o sistema de classes onde se pode ter qualquer arma não faz muito sentido prático, o arsenal inicial é pequeno, risível se comparado a jogos anteriores, a progressão dos equipamentos é muito lenta; o contraste entre inimigos e o ambiente é péssimo em boa parte dos mapas. Os menus são menos intuitivos do que poderiam ser e muito labirintícos (trocar um acessório numa arma envolve apertar umas 8 teclas até chegar na seleção), a busca de servidores é PÉSSIMA (por exemplo, os filtros de pesquisa não ficam salvos se você sai do game, coisa que BF4 fazia 12 anos atrás). O menu de configurações é uma bagunça (tem duas opções, em duas seções diferentes, para alterar a sensibilidade da mira por exemplo), o desempenho é inconsistente - você pode alcançar 100 fps em um mapa e ficar na casa dos 40 em outro (foi minha experiência). Bugs eventuais podem acontecer, mas pelo menos aqui quem jogar não deve ver muitos. Em resumo, é um jogo que onde se pode perceber que tem coisas boas - quando funciona, é divertido, mas simplesmente tem muita coisa mais ou menos que impede esse de ser um jogo bom. É bem capaz de ficar melhor daqui a alguns meses, com mais atualizações, correções, balanceamentos, mas hoje é um jogo mediano e só.