Como um jogador de longa data que viu a glória do CS:GO, é difícil não sentir uma profunda decepção com o que o CS2 se tornou. A transição para a nova versão, somada à decisão de torná-lo free-to-play, transformou o que era um dos melhores jogos de tiro tático em uma experiência frustrante e quase impossível de jogar. A Valve prometeu uma evolução, mas entregou um jogo que regrediu em um dos aspectos mais cruciais: a integridade da comunidade. O problema dos cheaters, que já existia no CS:GO, explodiu de forma assustadora no CS2. É impossível entrar em uma partida e ter a certeza de que a experiência será justa. A cada rodada, a sensação é de estar enfrentando um adversário que não joga limpo, com hacks de mira (aimbot), visão através de paredes (wallhack) e outras trapaças que tornam a jogabilidade uma piada. A Valve, que deveria estar protegendo a comunidade e punindo esses trapaceiros de forma rigorosa, parece ter abandonado o jogo. A impressão é que a prioridade não é mais a diversão e a competição, mas sim atrair novos jogadores (e consequentemente, mais vendas de caixas e skins), mesmo que isso signifique sacrificar a qualidade do jogo para os veteranos. Em resumo, o CS2 não é uma continuação digna do legado do CS:GO. O que era um jogo competitivo e desafiador se transformou em um playground para hackers. A Valve acabou com o jogo que muitos de nós passamos anos jogando e amando. A nostalgia do CS:GO fica, mas a esperança de ver o CS2 voltar a ser o que era se esvai a cada partida estragada por um trapaceiro.
REVIEW DO BF6 🪖🫡 ----------------------------------------------------------------------------------------------------- RESUMO: BF6 acerta em cheio na gunplay e na performance, entrega um bom pacote de mapas e modos — com destaque para o Portal —, mas ainda há espaço para evoluir em conteúdo e ambição da campanha. Se você ama jogos de tiro, eu recomendo MUITO pelo multiplayer e conteúdo, mas somos brasileiros, e se você não tá com tanto dinheiro agora, espera uma promoção e pra quando houverem mais mapas no jogo. Nota final: 8/10 ✅ ----------------------------------------------------------------------------------------------------- CAMPANHA — 7/10: Mesmo sem o orçamento cinematográfico, assim como outras campanhas de FPS atuais, a campanha cumpre bem o papel de contextualizar as guerras e operações do multiplayer. São 9 missões variadas com +/-6hrs de gameplay — noturna, floresta, urbana, carro, tanque, com exploração e batalhas em campos enormes. A última missão é o auge: muitos veículos, soldados e destruição massiva, com excelente qualidade visual e estabilidade (coisa que não lembro de nenhum outro jogo atual conseguir fazer antes), além de uma "reviravolta final" na história. Falta aquele brilho narrativo para ser memorável, mas a variedade mantém o ritmo e prepara o jogador para o que vem no multi. MULTIPLAYER — 8/10: Crossplay, quase 50 armas e uma chuva de attachments. O ponto alto é a gameplay/gunplay excelente: armas responsivas e mira consistente. A EA também tem combatido cheaters de forma agressiva, o que ajuda a saúde do ambiente. No momento, são 9 mapas: 2 pequenos (infantaria pura); 5 médios (2–6 veículos — o que inclui helicópteros, tanques, carros, quadriciclos); 2 grandes (com muitos veículos). Esse mix traz um bom equilíbrio entre infantaria e veículos. Agrada tanto veteranos da série quanto quem vem do COD. Para o futuro, fica o desejo: mais mapas grandes focados em veículos, que sempre foram a marca de Battlefield. Também devo dizer que agora no lançamento não existem conteúdos pagos, já que tudo é desbloqueável via progressão de níveis ou desafios. Porém nesse final do mês chega a temporada 1 e talvez as coisas mudem. PORTAL — 8/10: O Portal é um dos grandes trunfos: dá para criar partidas privadas com bots, customizar modos e remixar mapas, prolongando a vida do jogo com conteúdo da comunidade. As limitações impedem a perfeição, não dá para importar assets nem criar mapas do zero (é preciso partir dos 9 mapas base), mas ainda assim o potencial é enorme. PERFORMANCE — 9/10: Performance e gráficos estão impecáveis para o que é renderizado na tela, já que a destruição de cenários é abusrda pra um jogo com 64 players. Em testes, o único problema foi uma incompatibilidade com o Discord: iniciar transmissão no meio da partida derrubou o FPS para < 60, enquanto começar a transmissão no menu não afetou o desempenho durante o jogo. ----------------------------------------------------------------------------------------------------- VEREDITO FINAL: BF6 é um jogo muito bom e, no cenário atual, pouco contestado no que se propõe. Brilha na gunplay, no equilíbrio de mapas e no Portal, com ótima performance. Não é perfeito — a campanha podia ousar mais e o multi merece mais mapas grandes, mas a base é sólida e promissora para os próximos anos (basta a EA não cagar 🙏). (7+8+8+9)/4 = Nota final: 8/10 ✅