Sinceramente, existe muita critica sobre esse tipo de jogo, por seguir a formula Telltale, lançando episódios de tempos em tempos, mas, pra mim, me faz admirar ainda mais a Adhoc Studios por decidir seguir esse tipo de lançamento que mal vemos hoje em dia. Eu sou o tipo de pessoa que gosta de apreciar um jogo com calma, e essa formula só estende a emoção inicial que temos quando queremos jogar algo e estamos esperando lançar, pra mim é perfeito pra esse tipo de jogo. A proposta é muito boa, fiquei receoso por conta de noticias que ouvi sobre a direção que a historia estava indo durante o desenvolvimento, mas quando joguei me surpreendi positivamente com o fim do Episódio 2. Até o momento, o jogo me prendeu narrativamente, e me empolgou para jogar o resto; sinto que minha preocupação foi só paranoia mesmo. Minha única critica ao jogo, são as legendas em português que distorcem muito do roteiro original, pra incluir menções "culturalmente brasileira", porém, diverge muito da mensagem original que está sendo dita, as vezes literalmente mudando o significado de uma frase. Renomear os personagens pra mim também foi um erro, ninguém chama o Batman de "Homem Morcego", e todos estão acostumados com "Superman", sinto que isso deixou a desejar, mas, não tem nada a ver com o desenvolvimento do jogo, continuo a recomendar, porém, na minha opinião o jogo é uma experiencia melhor sendo jogado no idioma original.
Battlefield 6 tem seus momentos de glória, mas, meu amigo, é uma montanha-russa que descarrila mais do que entrega. Quanto mais tempo eu boto em jogo, pior minha percepção quanto a ele fica: Ponto número 1: O menu é um pesadelo de UX. Sério, parece que alguém da equipe olhou pro catálogo da Netflix e pensou: “Olha, um carrossel horizontal! Vamos enfiar isso no jogo!”. Navegar por ele é como tentar achar um filme bom no streaming às 3 da manhã: confuso, frustrante e você só quer desistir. Ponto número 2: O hype passou, e sobrou um primo distante do Call of Duty. Após a empolgação inicial, fica claro que a DICE quis surfar na onda dos jogos frenéticos tipo CoD. É correr, atirar, deslizar, e rezar pra estar com a arma do meta, porque, se não, boa sorte. Os mapas menores são um caos absoluto, e os maiores? Bem, prepare-se para ser eternamente humilhado por jatos pilotados por ases que parecem saídos de Top Gun. Eles vêm, metem um rasante, te obliteram e somem no horizonte. Derrubar um piloto experiente? Esqueça, o mesmo já sumiu antes de você conseguir dar lock. Ponto número 3: Hitbox e bloom: a loteria da morte. A jogabilidade em média e longa distância é uma roleta russa. O bloom das armas e a hitbox caprichosa transformam cada tiroteio numa questão de sorte. Quem será o escolhido para sair vivo em uma trocação aonde ambos ficam pinando eternamente? Spoiler: provavelmente não é você. Ponto número 4: Campanha? Que campanha? Se você achava que Battlefield nunca foi sobre campanha, BF 6 prova que pode ser ainda pior. É tão genérica que parece um FPS de 2006 baixado de um site duvidoso. Rasa, previsível e com menos carisma que um NPC de tutorial. Ponto número 5: Progressão que não faz sentido. O sistema de progressão é uma piada de mau gosto. Quer uma skin maneira pra sua sniper? Ótimo, agora vai lá jogar 50 horas de engenheiro. É como ter que lavar louça pra ganhar um sorvete. Quem pensou nisso claramente nunca jogou um videogame na vida. Ponto número 6: Mapas que testam sua sanidade: Mapas como os urbanos são um exercício de paciência (ou insanidade). Inimigos brotam de todos os lados — atrás, na frente, dos lados, do teto, do esgoto. É como a famosa frase "Fish in a barrel", porem você é o peixe. Sem 300 mg de cafeína e reflexos de dar inveja em um gato, prepare-se você vai ser humilhado até a finalização da partida.